annie hall again
Eu pensei na velha piada
Um cara vai ao psiquiatra e diz:
"doutor, meu irmão é louco. Ele acha que é um frangalho."
O doutor diz:
"Por que não o convence?"
O cara diz:
"É, mas eu preciso dos ovos."
Woddy: "Bem.. acho que é o que acho dos relacionamentos hoje. São totalmente irracionais, loucos e absurdo. Mas, continuamos neles... porque a maioria de nós precisa dos ovos"
eu desisti dessa fórmula.
Sábado, 4 de Julho de 2009
Sábado, 13 de Junho de 2009
não sabe, mas sorri
pareço boba. estou boba. sou acordada às 9h da madrugada em pleno sábado e nenhum palavrão é encontrado no meu vocabulário. "você tem alguma coisa para me contar", disse ela afoita. "nenhuma que eu já não tenha repetido dezenas de vezes", disse eu deixando as covinhas do rosto aparecerem lentamente. "mas sempre é um plano diferente, o que foi dessa vez?", argumentou, recolhida no canto da cama, trazendo um travesseiro para si. então eu deixei escapar uma história qualquer sobre a noite passada, a repeito das estrelas: "disse: diga alguma coisa sob as estrelas. entre eu e elas existe uma relação, então pense bem no que vai dizer", contei de forma aleatória. sabendo muito bem do que eu dizia, com os olhos esbugalhados,soltou um gritinho agudo e perguntou: "e daí?? o que ele disse?". titubeando as palavras, apreseitei-lhe as minhas covinhas: "chet baker, koko taylor e etta james, e nenhum clichê a mais", contei fugindo do quarto, sob uma tempestade de perguntas e reprovações.
Sexta-feira, 12 de Junho de 2009
Terça-feira, 26 de Maio de 2009
daqueles que já morreram e ninguém viu
o que faz com que os escritores não morram antes de seus personagens serem felizes? pensou ela, enquanto ouvia gritos de socorro, desesperados, dos seus bonequinhos criados para um history board. desinteressada, observava um a um se jogar da janela de um prédio em chamas, construídos para exterminá-los. "não quero mais nenhum deles", resmungou, enquanto o último se sentiu aliviado ao ser apagado antes de ser morto. imaginou um grande vale de cores sem contraste, cujo azul, verde e o resto eram representados de perto um borrão pontialhista. de longe se ouvia pequenos pássaros surgindo no canto superior esquerdo do papel, cortando, no desenvolvimento da paisagem, em uma linha horizontal no vale de cores sem contraste. migravam de encontro à limitação das folhas, sucumbidos pela falta de cenário. "quem quer ver paisagem hoje em dia?",disse se entregando aos braços da poltrona. invadiu de cor monstros arremessados em vulcões de chantily com morango, em atividade , princípes engolidos por dragões nanicos, princesas que entregavam o seu clichê e decidiam por conta própria abandonar a história. "antes eles do que eu",imaginou, observando os rolos de papel gasto, por toda parte do quarto...
Marcadores:
up to me - bob dylan
Segunda-feira, 25 de Maio de 2009
rock?
parei e sinto falta. como sinto sempre falta de coisas que eu paro de gostar. me arrependo? não quase nunca me arrependo. ah sim, entendo de coisas que me arrependo ter aprendido a gostar, porque vicia. e são muitas as coisas dificeis de abrir mão. mas... parei de fumar esporadicamente.. e parei de beber exageradamente.. e parei.. parei de gastar dinheiro com roupas e adereços perecíveis. pode acreditar, as roupas estão ficando cada vez mais perecíveis. cansei de brechó e de lembranças que cheiram a mofo. mas sinto falta de coisas das quais eu não consigo me livrar. vicio nos meus pensamentos... esses tempos fingi não ter tempo para eles, e então senti falta. senti falta das letras sem citações, mal escritas, enfadonhas, prolixas e subjetivas, feito da mistura dos meus pecados íntimos e das minhas bobagens... me peguei inerte... numa calmaria linda, sem ter o que escrever... nem rabiscos ou letras bem organizadas poderiam apresentar bem todas as minhas alucinações... mas daí veio toda a vontade de dizer.. e de escrever.. e de subir num palco e dizer um 'oi" cheio de ar nos pulmões... para sair assim.. bem grande e alto... tenho um amigo que sempre vem com uma expressão quando me vê online: "rock?". normalmente eu respondo folk. porém, hoje, estou dessas daí... grrr...até o dia que eu escolher estar folk.
Quarta-feira, 25 de Março de 2009
eu explico
Quis exorcizar os meus demônios acumulados de meses ao “fechar” o blog. Sinto que nunca consegui escrever o que eu realmente queria, por timidez mesmo. Eu desprezo covardia, olha, mas se isso de “ter vergonha” de vomitar em palavras todos os meus sentimentos é considerado covardia, então tá, eu sou covarde pride. Isso me incomoda. Me incomoda ter o que dizer e não conseguir escrever por completo, com todos os “vai tomar no cu” que eu gostaria. Conter a minha fúria, o meu desprezo e as minhas tristezas, em palavras, começou a me deixar deprimida. Mas, até porque, mesmo se eu fizesse uma foto ginecologia e escrevesse “deposite a sua ficha” pouco faria diferença a humanidade que provavelmente já depositara dentro de um “útero” no blog anterior.
O blog, enquanto “diários virtuais” pode ser usufruído com uma espécie de lojinha virtual de conveniência, pois você acaba passando por tantos durante o dia... esse é também é um dos fatos que têm me bloqueado. O que a gente tem costume de guardar hoje em dia? Esse negócio de deixar a vida escancarada tem me deixado em pânico. Juro, não é demagogia, tão pouco um tipo de discurso anti modernismo ou contra às novas mídias ( a matéria que eu mais gostava na faculdade era justamente a respeito disso). Pessoas me perguntaram por que eu terminei com blog. Esse é o sentimento: excesso de exposição. Embora, eu tenha me exposto pouco (concordo), não importa, me sentia nua em algumas situações. Loucura? Pode ser. Afinal, todo mundo fica pelado em qualquer lugar, "Mayhara isso nem é mais tão incrível assim". De maneira nenhuma recrimino blogs, deixo claro claro transparente... Isso é um questão particular. Só é uma opinião a respeito do que eu procriava por aqui: textos, histórias, fatos, poesias sobre mim, sobre quem eu conhecia. Pode ser que eu crie uma outra espécie de blog, com uma outra linguagem, como colegas “Sandro Fortunato” e “Rodolfo Viana” fazem. Não quero discursar mais sobre isso, acho chato demais. É isso. Vou da ruma de Clementine Kruczynski e apagar o passado. beijos
foto: clementine kruczynski - "brilho eterno de uma mente sem lembranças"
foto: clementine kruczynski - "brilho eterno de uma mente sem lembranças"
Terça-feira, 17 de Março de 2009
...e tem um fim
bom que não vinha sempre
da demora se faz o gosto
mas que desgosto faz a falta
desespero que dá a falta
não irá fazer tanta falta assim
virá amnhã de novo, com o novo.
talvez no outro, e no outro..
mas, demore... para o novo ser mais novo
este blog não existe mais.
da demora se faz o gosto
mas que desgosto faz a falta
desespero que dá a falta
não irá fazer tanta falta assim
virá amnhã de novo, com o novo.
talvez no outro, e no outro..
mas, demore... para o novo ser mais novo
este blog não existe mais.
Assinar:
Postagens (Atom)
